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Quem é Pedro Casaldáliga 

Bispo da Prelazia de São Félix do Araguaia, na Amazônia brasileira. Nascido em Balsareny, na Catalunha rural, em 1928.

Veio para o Brasil em 1968 com a Congregação dos Claretianos e nunca mais voltou para a Catalunha.

Aqui, trabalha junto aos camponeses, aos sem terra e aos Povos Indígenas e enfrenta o latifúndio e as multinacionais.

Autor da primeira denúncia mundial sobre a situação da Amazônia, tem promovido e inspirado pastorais e movimentos sociais que hoje formam o tecido associativo da América Latina.

Radical no compromisso; com um grande senso do humor. Sorridente; ótimo “conversador”. Comprometido, “teimoso”, pobre. Esperançado. Amante de poesia e poeta. Revolucionário. Portador da paz. “Um homem que queima em caridade, que queima para onde vai.”

“Nasci à beira do Rio Llobregat, na Catalunha de 1928. Filho do leiteirio de Balsareny. (“Maldito seja o latifúndio, menos os olhos de suas vacas”). De uma família católica e de direita, que naquela época era uma coisa só”.

“Foi em julho de 1968. Chegamos a um mundo sem retorno. Nos primeiros meses, Manuel e eu nos tornamos enfermeiros. E pudemos verificar de perto a presença de doenças e da morte no Araguaia. Verminose, desidratação, malária, hepatite, tétano umbilical, todo tipo de doenças na pele…desnutrição, doença crônica”.

As raízes na Catalunha

Filho de vaqueiros de Catalunha rural. Claretiano, ordenado sacerdote na Espanha de Franco, Casaldáliga recebeu educação conservadora.

Logo se destacou por sua capacidade de comunicação e sua maneira incansável de se envolver no trabalho das comunidades.

Promoveu mudanças em todos os destinos: no Seminário de Barbastro, que dirigiu, ou na revista Iris, de Madri.

A opção pelos “pobres” tem feito que Casaldáliga nunca tenha retornado à Catalunha. A sua vida é o Brasil.

POBREZA EVANGÉLICA

Não ter nada.
Não levar nada.
Não poder nada.
Não pedir nada.
E, de passagem,
não matar nada;
não calar nada.
Somente o Evangelho, como uma faca afiada.

E o pranto e o riso no olhar.
E a mão estendida e apertada.
E a vida, a cavalo, dada.

E este sol e estes rios e esta terra comprada,
como testemunhas da Revolução já estalada.

Pedro Casaldáliga

A vida no Brasil

Aos 40 anos, chegou em São Félix do Araguaia, no Mato Grosso, onde foi nomeado bispo em 1971.

Nesta Amazônia, tem se tornado uma figura imprescindível na luta contra o latifúndio e em defesa dos direitos dos povos mais humildes.

Conhecido como ‘dom Pedro’, Casaldáliga e a sua equipe tem construído uma igreja aberta, participativa, comprometida e coerente.

Considerado um dos seguidores mais fiéis da Teologia da Libertação, é um dos fundadores do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e da Comissão Pastoral da Terra (CPT).

Ameaçado de morte várias vezes, tem vivido a prisão, a tortura e até o assassinato de membros da sua equipe, pois aqui, a Prelazia de São Félix do Araguaia tem lutado a vida inteira ao lado dos agricultores, dos sem-terra e dos Povos Indígenas da Amazônia.

A REGRA: Nenhuma das casas da Prelazia de São Félix do Araguaia poderá ter as portas fechadas e muito menos cercas ou muros.

 
Ser povo no meio do povo é a essência da igreja de Casaldáliga.

 

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